sexta-feira, 2 de junho de 2017

O Brasil afunda, mas Temer comemora!

O crescimento da agropecuária e mineração "salvou" o primeiro trimestre. Todos os demais setores, inclusive indústria, comércio e serviços, encolheram em relação a 2016.

Na busca desesperada por um pouco mais de sobrevida, Michel Temer forçou a barra para “comemorar” uma retomada de crescimento que absolutamente não existiu.
De janeiro a março, primeiro trimestre portanto, o Produto Interno Bruto efetivamente teve um pequeno incremento de 0,9% em relação ao trimestre anterior - outubro a dezembro de 2016. Essa elevação, contudo, deveu-se principalmente ao crescimento da produção agropecuária, que deu um salto de 15,2% na comparação com o primeiro trimestre de 2016. Méritos de São Pedro, que mandou tempo favorável para as lavouras, e dos Governos Lula e Dilma, que apoiaram o setor primário, promovendo a sua capitalização.  Ajudou também o crescimento da indústria extrativa mineral, com elevação de 9,7%, e eletricidade, gás e saneamento, com mais 4,4%. Esse último setor, na verdade, também colhe os frutos dos investimentos feitos nos Governos Petistas.
Acabou aí. Em todos os demais setores, como se pode ver na imagem acima, a economia encolheu nos três primeiros meses de 2017, na comparação com idêntico período de 2016. Especialmente setores importantes, como indústria, comércio, serviços e construção civil.
São dados do IBGE, que tem outras más notícias sobre a nossa economia. De janeiro a abril deste ano, a produção do setor industrial sofreu retração de 0,7%. Em 12 meses, até abril, a taxa acumulada ficou negativa em 3,6%.
Mas tudo isso ainda não é o mais preocupante; a Taxa Bruta de Capital Fixo, o índice mais importante, pois reflete as perspectivas de crescimento futuro, reflete também a qualidade do crescimento, caiu em todas as comparações: queda de 1,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior, e 3,7% em relação a janeiro/março do ano passado.


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