segunda-feira, 12 de junho de 2017

Agronegócio paga alto preço por ter cuspido no prato em que comeu!

Com Lula e Dilma grandes produtores tiveram crédito farto, apoio para renovação da frota, investimentos em pesquisa. Mas "frescuras ideológicas" colocaram fazendeiros permanentemente na oposição.


Pode-se afirmar, sem nenhum exagero, que o agronegócio brasileiro cuspiu no prato em que comeu, politicamente falando. Depois de por vários ano receber amplo apoio da política agrícola dos Presidentes petistas, por “frescuras ideológicas”, votaram maciçamente em Aécio na sucessão presidencial de 2014. É só olhar o resultado eleitoral em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, e nos estados do Sul.

A conta veio agora. Os grandes criadores de gado amargam queda de 10% no preço do boi vivo. A culpa é da lambança criada pelas delações do pessoal da JBS, mas, segundo especialistas ouvidos pelo Globo Rural, também da queda do consumo resultante da crise econômica atual.

Situação bem diferente do tempo de Lula e Dilma. Lembro que houve um período que começou a faltar gado para abate, e a explicação dada foi que os criadores estavam capitalizados, e por isso podiam esperar que o preço melhorasse ainda mais. O crescimento do consumo frequentemente era citado como um fator que melhorava os preços pagos ao produtor.

Na tabela acima uma ideia desse crescimento, considerando principalmente ovos, e carne de frango e suíno, as que mais cresceram. Veja-se que do ano 2000, final das gestões FHC, portanto, a 2012, em todos os setores houve um salto extraordinário.

Com a valorização do salário mínimo e o quase pleno emprego as camadas mais pobres ingressaram no mercado de consumo. Mas isso incomodava a direita, inclusa a agricultura empresarial, que quis atirar na esquerda, mas deu um balaço no próprio pé!


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