sexta-feira, 26 de maio de 2017

O preconceito fascista contra o digno povo nordestino

“Quem construiu Tebas, a das sete portas?Nos livros vem o nome dos reis,Mas foram os reis que transportaram as pedras?”(Bertold Brecht - Perguntas de um Operário Letrado)

Suntuosos edifícios em Natal: quem os construiu? Coxinhas paulistas?
 Uma vereadora de Farroupilha – RS, filiada ao PMDB, reavivou publicamente, nesta semana, o preconceito que significativa parte do povo sulista (e certamente de outras regiões do País) nutre contra os nordestinos.
Uma discriminação fascista contra um povo digno, trabalhador, e acima de tudo sofrido. E que cumpriu e ainda cumpre um papel fundamental na economia brasileira, vejamos:
- É de migrantes nordestinos a esmagadora maioria da mão-de-obra na construção civil de São Paulo. Nos suntuosos edifícios onde paulistanos engravatados trabalham com ar condicionado, há o suor de pessoas que fugiram da seca do nordeste;
- Gente vinda do nordeste contribuiu significativamente para a riqueza brasileira, trabalhando, na maioria das vezes em condições sub-humanas, na colheita do café, algodão, e especialmente cana-de-açúcar nos Estados do Sudeste;
- Mulheres nordestinas formam também um grande contingente de empregadas domésticas nas regiões mais ricas do Brasil.
Verdade seja dita: nos últimos anos a migração de moradores da região nordestina em direção ao sudeste e sul caiu bastante, graças ao crescimento econômico do nordeste, que foi acima da média.

Na imagem acima, grandes edifícios que fotografei na Ponta Negra, em Natal. Quem os construiu? Coxinhas paulistas? Profissionais liberais do sul, já que para eles os nordestinos querem tudo de graça? 

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