quarta-feira, 24 de maio de 2017

A verdade sobre o assassinato de Celso Daniel

Delegado Marcos: "foi crime comum"

“É fácil fazer teoria da conspiração, mas a morte de Celso Daniel não foi política” – Marcos Carneiro Lima, ex-delegado geral de São Paulo.

Com o desmascaramento do falso-moralismo da direita brasileira, a evocação do episódio do assassinato do ex-prefeito de Santo André tem sido uma das tábuas de salvação dos que professam o anti-petismo doentio.
A mídia explorou o tema até a exaustão na época do crime, e continuou a requentar o assunto sempre que houveram situações propícias para tanto.  Até o irmão de Celso Daniel, o Bruno, tem insistido na tese do crime encomendado. Mas não tem elementos para comprovar minimamente a sua tese. Ou melhor, sua suposição.
As únicas pessoas realmente gabaritadas para falar com fundamento sobre o crime e suas motivações, são os policiais que o investigaram. Que interrogaram os matadores, comandados pelo sequestrador contumaz conhecido por “monstro”. O delegado aposentado Marcos Carneiro de Lima, que não é nenhum petista, ao contrário, ocupou cargos importantes em governos tucanos em SP, é taxativo: foi crime comum!


Um dos argumentos dos defensores do “crime político”, principalmente a imprensa, amparam-se no fato de terem acontecido várias mortes de pessoas em torno do episódio; na entrevista ao El País o Delegado Marcos desmonta facilmente essa parte da teoria da conspiração:
O Dionísio, que falou que sabia de tudo para fugir do PCC e foi morto. Um garçom que viu Celso, Ronan [Pinto] e Klieger [ex-secretário dos Transportes de Santo André] conversando. Voltou para casa, dois suspeitos foram tentar assaltar. O ladrão deu pontapé na garupa. Ele bateu com a cabeça e morreu. (...) A testemunha que viu esse fato foi morto. Era um ex-monitor da Febem jurado de morte por maus tratos. Houve um investigador de polícia do Denarc. Ele tinha um grampo num celular da cadeia, celular este que foi usado uma vez por Dionísio.  Quem matou o investigador? Ele voltava de uma festa. Quando chegou no prédio, havia dois caras que se apresentaram como policiais federais. Mas eram bandidos, queriam dinheiro e arma. Prenderam ele e a namorada no apartamento. Ele se desvencilhou. Foi atrás de dois. Mas ele não sabia que havia um terceiro dando cobertura e foi alvejado. Crime de mando com alguém correndo atrás do algoz?”
Houve ainda a morte do médico legista [perito criminal Carlos Delmonte Printes, que examinou o corpo de Celso Daniel, que morreu em circunstâncias que foram questionadas. A resposta do delegado não deixa dúvidas:
-  Foi suicídio. Estava com depressão porque havia perdido o filho. Fez todo esquema, era um homem muito inteligente. Conhecia o coquetel de remédios. Tive aula com ele na academia de Polícia.

O policial arremata: “Todas as mortes que ocorreram no entorno são muito bem explicadas.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário